Palavras daqui, dali e dacolá
Na Gulbenkian para quem gosta de histórias, não percam.
Aqui fica o programa
PROGRAMA
Quatro Domingos com histórias de manhã à noite, em vários lugares, contadas de maneiras muito diferentes….
Tenda dos ecos
São feitos de ecos os contos.
Ecos de embalo. Ecos de trabalho.
Ecos dos fomos, do que somos, seremos.
Ecos que em todas as partes do mundo, foram ampliados pela força de se repetirem.
Chegam pela boca dos contadores que os fazem transumantes e criam raiz em quem escuta.
São essas raízes que sustentam as árvores.
São essas árvores que um dia contarão a história do bosque.
O programa integrará pela manhã actividades dirigidas aos mais pequenos, centradas nas primeiras melodias e estruturas narrativas, e de tarde contos de tradição oral organizados segundo uma tipologia simples, que abrange os contos de costumes, contos maravilhosos e contos de animais. As sessões da noite, dirigidas a um público jovem adulto, estarão organizadas em torno dos “Contos do Eterno e do Efémero” que reúnem e pacificam as contradições humanas de todas as culturas; “Contos transumantes” ou contos de além da terra, que seguem a etimologia da palavra transumância e nos trazem olhares diferentes e errantes e “Contos para matar o tempo” que ilustram a dimensão lúdica e evasiva do acto de contar.
Concepção: Cristina Taquelim
Contadores: Ana Santos, Ângelo Torres, António Fontinha, Cristina Taquelim, Jorge Serafim, José Craveiro, Rodolfo de Castro, Tomás Back, Contabandistas de Estórias, Contapetes – Trimagisto
Instalação cenográfica: Marisa Vinha
Jardim
Dias 20 e 27 de Junho e 4 de Julho
11h00 (0-5 anos); 16h00 (+6 anos); 21h30 (+16 anos)
Lotação: 11h00 (30); 16h00 (40); 21h30 (50)
Preço: € 3 por período (manhã/tarde/noite)
Dia 11 de Julho
16h00, 17h00, 18h00
Entrada livre
Tenda corpo inteiro
Há histórias que saem dos livros e há histórias que a memória inventa, partindo assim de tudo e de nada… uma fotografia esquecida, ou um disco riscado. E também há histórias que saem da boca e se entranham no corpo inteiro. Basta os braços, as pernas e até a língua começarem a conversar com as palavras que se dizem, para ganharem vontade própria. Até parece que decidem por si o que sentem e para onde vão.
O programa da manhã, para os mais pequenos, parte do objecto livro para explorar a ilustração e as texturas e convoca a colaboração dos ouvintes em histórias com estrutura de lenga-lenga ou que funcionam por acumulação ou repetição.
Nas sessões da tarde, para todas as idades, criam-se dramaturgias paralelas, através da relação do corpo com o acto de contar.
No programa da noite, há objectos que se desdobram em histórias de ontem e de hoje para realçar detalhes esquecidos que fazem toda a diferença.
Concepção e contadores das sessões da manhã e da tarde: Catarina Requeijo, Letícia Liesenfeld, Manuela Pedroso, Miguel Fragata
Concepção e contadores das sessões da noite: Joana Craveiro, Maria Gil, Rosinda Costa
Instalação cenográfica: Marisa Vinha
Jardim
Dias 20 e 27 de Junho e 4 de Julho
11h00 (0-5 anos); 16h00 (+6 anos); 21h30 (+16 anos)
Lotação: 11h00 (30); 16h00 (40); 21h30 (50)
Preço: € 3 por período (manhã/tarde/noite)
Dia 11 de Julho
16h00, 17h00, 18h00
Entrada livre
Barraquinha de Contos
Gosta de histórias, quer comprar? Na Barraquinha de Contos há de tudo, para todos os gostos. Para clientes pequenos, histórias grandes; para clientes grandes, histórias curtas, mas filosóficas; para outros, histórias divertidas e espampanantes; para um cliente solitário, histórias intimistas e próximas. Contos de tradição oral portuguesa, narrativas de todo o mundo, mitos e lendas: tudo bem embrulhadinho para levar para casa.
Enquanto conta a história, o vendedor vai embrulhando os objectos que estão expostos e que representam coisas, acções ou sentimentos da narrativa. No fim do conto o cliente recebe o seu embrulho e leva para casa. E se o quiser contar, tem os objectos e cartões que o ajudam não só a lembrar-se da história mas também a ilustrar o que ouviu e agora quer partilhar.
Concepção e contador: Luis Carmelo
Jardim
Dias 20 e 27 de Junho, 4 e 11 de Julho
12h00, 15h30, 18h00 (para todas as idades)
Preço: a negociar com o vendedor
Consultório de Contos
Qualquer pessoa que tenha um problema e esteja à procura de uma cura sem efeitos colaterais pode dirigir-se ao consultório de contos. Encontrará à entrada uma recepcionista atenciosa para marcar a consulta. Na hora combinada, o paciente é atendido pelo “terapeuta” de serviço, com quem pode falar das suas maleitas. O contador terapeuta escolhe o conto certo para lhe contar, incluindo as substâncias adequadas para a recuperação rápida da sua sanidade. No final da consulta o paciente recebe uma receita personalizada, com o nome do medicaconto e a posologia que deverá seguir para obter os melhores resultados.
Contadores: Contabandistas de Estórias
Instalação cenográfica: Marisa Vinha
Jardim
Dias 20 e 27 de Junho, 4 e 11 de Julho
12h00, 15h30, 18h00 (para todas as idades)
Preço: a negociar com o vendedor
Palavras na cidade
Espectáculo de spoken words
O spoken words tem reclamado o seu lugar dentro da cultura contemporânea urbana vivendo do improviso, da declamação pura ou revestido por música. Este espectáculo encerra um desafio: juntar artistas que admiram ou praticam a poesia falada mas que nunca fizeram spoken words em conjunto, incluindo a figura do DJ enquanto artesão do cenário musical.
Lisboa é o pano de fundo que permite tecer teias de contos, experiências e sonhos que remontam à oralidade das histórias para crianças que tão bem conhecemos, ou à perpetuação de memórias e passados que os griots continuam a manter em certos países africanos. São estórias que brotam das ruelas, das aspirações cultivadas à beira Tejo e da luz que impregna a vida da cidade. Hoje, Aqui e Agora são motes para a construção deste espectáculo em que se criam narrativas de pertença e silábicas realidades.
Concepção: Carla Isidoro
Co-criadores e intérpretes: Birú, Chullage, Kalaf, Nástio Mosquito, Sara Tavares, Vera Cruz e Dj Ride, VJ Paulo Prazeres
Anfiteatro ao Ar Livre
Dia 11 de Julho
21h30 (+ 6 anos)
Preço: € 10 (entrada livre até aos 14 anos)
EspecifiCIDADES
Oficina de spoken words
Na cultura do oeste africano (e não só), é pela oralidade que se faz a transmissão de valores, regras, estórias e rituais. Figuras como os anciãos ou os griots (contadores de tradições e memórias) foram passando as suas estórias de aldeia em aldeia, de geração em geração, muitas vezes acompanhados por um instrumento de percussão que marcava fortemente o ritmo e a emotividade destas formas de contar e perpetuar a História. Na diáspora africana essa oralidade manifestou-se de várias formas, como na “finaçon” e no batuque em Cabo-Verde, no “toasting” na Jamaica ou no “rap” americano. O “spoken Word” é o irmão mais velho do rap, ao lado de outros antecessores como o “signifying”. Nas décadas de 60 e 70 poetas como The Watts Prophets, The Last Poets e Gil Scott-Heron celebrizaram esta forma de poesia falada com conteúdos politizados acompanhados por percussão, flautas e tons de Jazz.
Hoje, devido a um carácter mais interventivo e autónomo, o spoken words ganha notoriedade na cena poética, musical e performativa em várias partes do mundo, incluindo Lisboa.
Neste workshop propomos trabalhar a oralidade, ritmos e técnicas para construir poesia falada passando por aspectos do rap, da finaçon e do toasting.
No final faremos uma apresentação pública com a colaboração dos inscritos.
Concepção e orientação: Chullage e LBC
Jardim
Dia 20 de Junho – etniCIDADES: pessoas, cores e sabores
Dia 27 de Junho – diverCIDADES: ruas e ritmos
Dia 4 de Julho – cumpliCIDADES: cultura urbana e criatividade
21h00 (+ 16 anos)
Duração: 90 min
Lotação : 24
Preço: € 5 (por sessão)
Dia 11 de Julho - apresentação pública – entrada livre
19h00
Histórias das Histórias
Oficina de vídeo
O vídeo vem do latim e significa, eu vejo. Existem muitas formas de ver, olhar, contar e registar acontecimentos. Gostaríamos de propor um olhar através deste medium a estes quatro domingos em que se contam histórias sem os fixar sob uma única perspectiva. O desafio é usar as imagens em movimento deste acontecimento onde os cenários, as palavras, as pessoas e as acções são interpretados através da câmara, e por cada um, escolhendo assim diferentes modos de registar e recordar no futuro, da ficção ao documentário, ou do vídeo nas artes plásticas à animação fotográfica.
Concepção e orientação: Susana Anágua
Parceria de comunicação, espaço e equipamento: Restart
Dia 19 de Junho – sessão teórica de preparação (FCG)
15h00 (+ 16 anos)
Dias 20 e27 de Junho, 4 e 11 de Julho – filmagens em horário livre (Jardins Gulbenkian)
Dias 18 e 19 Julho– sessão de edição (Restart – duas sessões para dois grupos de 12)
10h00 e 15h00
Duração: 10h (preparação e edição) + filmagens
Lotação: 24 (para estudantes ou iniciados em vídeo com material próprio)
Preço: € 30
Fábrica de Histórias
Qual a matéria das histórias?
Palavras? Movimento? Som? Objectos? … Ou o que mais surja para ajudar a narrativa a ganhar vida e corpo e a libertar-se da voz do narrador para se tornar sensação e memória de cada um de nós, leitores e ouvidores atentos.
O conjunto de oficinas que constituem o programa Fábrica de Histórias pretende justamente trabalhar estas potenciais matérias-primas que subjazem à arte de fazer histórias, permitindo um mergulho na descoberta de recursos criativos para as tecer e contar.
E neste sentido não há como um bom desafio, pois os resultados das diferentes oficinas serão fornecidos aos contadores profissionais de cada tenda para que destas novas matérias-primas criadas em conjunto possam nascer as novas histórias que constituem a programação do último Domingo!
1) Palavras irrequietas
Oficina de escrita criativa
Quem conta um conto acrescenta um ponto. Quem acrescenta um ponto inventa um novo conto!
Esta oficina aposta na escrita criativa como forma de reinventar a palavra e o discurso escrito e oral, proporcionando às famílias a oportunidade de criar histórias em conjunto, saboreando as voltas e reviravoltas que podem dar as palavras quando as desafiamos a serem diferentes de cada vez que as usamos. Para isso, iremos criar um ambiente criativo que abole a crítica, para que os participantes se possam sentir livres para criar e partilhar os resultados, sem inibições, com recurso a desafios/exercícios que nos levam por caminhos diferentes do habitual.
Tendo sempre como ponto de partida um conto pré-existente, os participantes serão convidados a recriar e reescrever a narrativa para que dela resultem muitas outras propostas de contos e histórias que os contadores profissionais irão usar para animar a sessão do último domingo de actividades.
Concepção e orientação: Rita Vilela, Dora Batalim
Sala de oficinas – CAM
20, 27 de Junho e 4 de Julho
11h00 (+8 anos)
Duração: 2h
Lotação: 20 (10 adultos e 10 crianças)
Preço: €7,5 (adulto + criança)
2) Objectos contadores
Oficina de construção de objectos
Um objecto pode respirar, correr, voar… com as palavras do contador de histórias. Um objecto em interacção com o corpo do contador pode expandir a história, dar-lhe dimensões inesperadas. Com um objecto podemos fazer associações, explorações, viagens no tempo e no espaço. Os objectos com toda a sua materialidade ajudam-nos a fazer relações com o som da palavra escutada. Os objectos podem ser pontes que ligam os vários elementos essenciais no acto de contar.
Nesta oficina serão criados objectos que ajudarão os contadores de histórias no último dia do evento a dar vida às histórias que vão contar. Partindo de uma história-base será preparado um “kit” de hipóteses construtivas (objectos animados, marionetas, máscaras). A escolha da linguagem a utilizar será feita pelos participantes, que também serão inspirados num processo de work in progress pelos resultados da oficina de escrita criativa. Serão utilizadas várias técnicas plásticas (colagem, assemblagem, papier maché, criação de volumes…)
Concepção e orientação: Margarida Botelho, Maria Remédio
Sala de oficinas – CAM
27 de Junho e 4 de Julho
16h00 (+8 anos)
Duração: 2h
Lotação: 20 (10 adultos e 10 crianças)
Preço: €7,5 (adulto + criança)
3) Histórias com som
Oficina de produção de sons
Que papel desempenham os sons numa história? Que novas dimensões lhe concedem, que emoções suscitam e exacerbam, que novos ritmos imprimem?
Contar uma história com recurso a uma banda sonora desenhada à medida é dar nova vida aos acontecimentos, personagens e acções, mas é também reinventar o tempo e o impacto do que se diz e relata criando curiosidade, suspense, surpresa e envolvimento e decidindo em cada momento o que exacerbar, o que suavizar, o que reinventar.
Recorrendo a um conjunto vasto de instrumentos musicais e objectos de todos os dias, que podem ir do piano ao saco de plástico, nesta oficina iremos explorar os sons de muitas maneiras para encontrar aqueles que melhor realçam os ambientes, os personagens e as situações das histórias que queremos contar.
No final da oficina faremos uma breve apresentação pública do conto sonorizado, realizada por todos os participantes envolvidos.
Concepção e orientação: Carlos Garcia, Carlos Pereira
Auditório 2
Dias 20 e 27 Junho e 4 Julho
16h00 (+8 anos)
Duração: 2h
Lotação: 20 (10 adultos e 10 crianças)
Preço: €7,5 (adulto + criança)
18h30
Apresentações públicas das histórias com som
Duração: 90 min
Entrada livre
Informações úteis
Para as sessões de histórias nas Tendas a entrada é livre até aos 3 anos
