Partilhas de ESPERANÇA

Posted: Junho 29, 2009 in Partilhas de leituras
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Agora em férias (alguns) ou quase (outros),  está na hora de tirar da estante os livros que fomos adquirindo ao longo das visitas às livrarias e que, em época de aulas, ficam à espera de tempo mais repousado. Por isso me lembrei de adicionar uma nova categoria aqui mesmo, no nosso blog, e partilhar com vocês algumas coisas das que for encontrando. Além disso, quem desejar contribuir e enriquecer-nos a todos, poderá deixar também sugestões, enviar como comentário ou usar o meu email se quiser que eu publique alguma coisa. Meninos e meninas, amigos e amigas, papadores incontroláveis de livros e outras publicações: este espaço é vosso, não se esqueçam disso. Boas Partilhas!

Ora vem este artigo a propósito de uma coisa linda que achei no livro que estou a ler agora e que pensei logo: preciso divulgar isto, porque é isto mesmo que eu penso, é isto mesmo que eu sinto.
O Mia Couto tem esta característica sublime: ele brinca com as palavras mas não brinca com a vida. E nós revemo-nos na leitura da vida como só ele faz.
Ora vejam lá.

Diz assim, a propósito dum guarda duma estação hidrométrica em Moçambique que continuou a fazer o seu trabalho mesmo depois de vários anos da ordem ter sido de suspender, sem materiais escreveu nas paredes, simplesmente, recusou-se a desistir:

“A esperança é a última a morrer”. Diz-se. Mas não é verdade. A esperança não morre por si mesma. A esperança é morta. Não é um assassínio espectacular, não sai nos jornais. É um processo lento e silencioso que faz esmorecer os corações, envelhecer os olhos dos meninos e nos ensina a perder a crença no futuro.
O episódio da estação hidrométrica passou a ser um dos alimentos do meu sentimento de esperança. Como se lembrasse que devo dialogar com invisíveis rios e tudo em meu redor podem ser paredes onde eu nego a tentação do desalento.
(…)Acredito, porém, que os rios que percorrem o imaginário do meu país cruzam territórios universais e desembocam na alma do mundo. E nas margens de todos esses rios há gente teimosamente inscrevendo na pedra os miúsculos sinais da esperança”

Mia Couto
e se Obama fosse africano? e outras interinvenções

k_interinvencoes1

Comentários
  1. Este inconsciente colectivo que nos conduz por vezes através de memórias ancestrais que nunca se esquecem e enriquecem o Estar na Vida e a Sabedoria para a viver ……..levou a estas férias livros sobre o Rio/Rios surgirem á janela para relembrar a Mãe Natureza na sua Beleza ,Harmonia e Mistério……..o relembrar do encanto de viver com os rios e falar com eles e com eles descobrir o essencial da Vida assim nos fala o Miguel Sousa Tavares no livro “O Segredo do Rio “, e assim já nos narrava sua mãe Sophia …..na encantadora fantasia /sonhada/escrita “A Menina do Mar ” e de um modo diferente ,mas ……..poético /real /cruel e de Vida tem-se “De Rios Velhos e Guerrilheiros ” de José Luandino Vieira …….aqui ficam registos de RIOS /RIO DE TODOS OS TEMPOS E SEM TEMPO PORQUE VIVEM NO TEMPO ETERNO …….

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